Caiu a máscara de Dilma Rousseff do PT

A presidente reeleita Dilma Rousseff, do PT, não esperou muito para retirar a máscara de candidata popular e confirmar a quem pretende continuar servindo em seu novo mandato. No discurso realizado logo após o resultado das eleições afirmou:

“Estou disposta a abrir um grande espaço de diálogo com todos os setores da sociedade para encontrarmos as soluções mais rápidas para os nossos problemas. Vamos dar mais impulso à atividade econômica em todos os setores, em especial no setor industrial. Quero a parceria de todos os segmentos, setores, áreas, produtivos e financeiros, nessa tarefa, que é responsabilidade de cada um de nós, brasileiros e brasileiras.”

Pode ser que não tenha sido explícita o suficiente para os interesses da burguesia. Assim, para não deixar dúvidas de seu compromisso com as classes dominantes, a presidente reforçou, um dia depois das eleições, em entrevista ao Jornal Nacional da Rede Globo:

“Externei ontem [domingo, 26] que não ia esperar a conclusão do primeiro mandato para iniciar todas as ações no sentido de transformar e melhorar o crescimento da nossa economia. Eu vou abrir o diálogo com todos os segmentosQuero dialogar com setores empresariais, financeiro, com o mercado, para discutir quais são os caminhos do Brasil. Pretendo colocar de forma muito clara as medidas que vou tomar. Agora, não é hoje. Antes do final do ano. Vou fazer neste mês que se inicia na próxima semana”.

Ou seja, quer dialogar com todos os segmentos: setores empresariais, financeiro, com o mercado, para discutir quais são os caminhos do Brasil”. E cumprir as determinações desses segmentos rapidamente, “antes do final do ano.”
Esqueceu-se, o que é óbvio posto que é a legítima representante do capital, de outros “segmentos” como a classe operária, os camponeses, os pequenos produtores e proprietários, as camadas médias, os trabalhadores em geral. Nada de novo no front…

Como já afirmamos na postagem anterior desse blog:

“As eleições de 2014 tratam de atualizar o programa de classe da burguesia, numa conjuntura internacional marcada por um largo período de crise do imperialismo, desde 2007, sem sinais de reversão, com baixo crescimento econômico (quando muito!) nos principais países imperialistas e maior concorrência na economia mundial, com queda nos preços das commodities exportadas pelo Brasil e paralisia econômica no país.”

Mas concordamos com a presidente eleita. Não será com esses “segmentos” (empresários, setor financeiro, o mercado) e muito menos com ela (representante deles) que a classe operária e os trabalhadores discutirão e construirão o seu caminho. Como também indicamos na postagem citada, mais do que nunca, nossa tarefa é:

 “centrar os esforços para avançar na mobilização e organização das lutas dos trabalhadores, superando o falso dilema que tem (i)mobilizado a maioria da “esquerda”.

A tarefa dos revolucionários deve ser a participação cotidiana nas lutas econômicas e políticas da classe operária e dos trabalhadores, compartilhando suas vitórias e derrotas, aprendendo com suas experiências, no difícil e demorado trabalho de organização política do proletariado. Como nos ensina Marx, “o proletariado que não quer se ver tratado como gentalha, necessita de sua valentia, de seu sentimento de dignidade, de seu orgulho e de seu sentido de independência mais que do pão”.

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