TOMAR AS RUAS CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA! A LUTA APENAS COMEÇOU!

Neste dia 22 de março, os trabalhadores saíram às ruas em dezenas de cidades país afora dizendo um firme “NÃO!” à reforma da previdência do governo Bolsonaro e da burguesia e a tudo o que ela significa. Nem mesmo o imobilismo, as negociatas e a velha enrolação do peleguismo conseguiu frear o Dia Nacional de Mobilização, que se tornou, pela força das bases, algo mais: um dia de luta! Fechando assim, com chave de ouro, uma fatídica semana para a burguesia[i].

De fato, diante do tamanho e da ousadia do ataque da burguesia, são necessárias manifestações e paralisações ainda maiores e em cada canto de nosso país. Afinal, como dissemos em nosso texto sobre a reforma da previdência, as ruas e os locais de trabalho e moradia são as arenas decisivas em mais esse lance da luta de classes. No que depender da garra e coragem dos que hoje defenderam sua dignidade contra a casta improdutiva no poder, estamos apenas no começo dessa luta!

Junto às manifestações de rua, que ocorreram durante todo o dia, tivemos ainda categorias que cruzaram os braços e uma forte campanha nas redes sociais – dando continuidade à insatisfação popular contra a proposta de reforma piorada do governo de Bolsonaro, que já se via de maneira latente no cotidiano há várias semanas. Insatisfação que tem tudo para continuar e se aprofundar.

O desespero do governo e suas hordas diante do movimento de hoje é um sinal de que se está no caminho certo!, o que se verifica pela ridícula campanha #EuApoioNovaPrevidência e no chamado para os setores mais reacionários defenderam tal reforma nas ruas. Que se desesperem, pois nem todo aparato de propaganda ou repressão fará as classes dominadas defenderam uma proposta tão aviltante como a da famigerada reforma.

Aos comunistas a palavra de ordem é uma só: estimular e reforçar a organização e a luta dos trabalhadores contra esse carro-chefe da ofensiva burguesa!

Preparar para tomar de novo as ruas, em breve!

Avenida Paulista, São Paulo
Belo Horizonte, Minas Gerais
Campo Grande, Mato Grosso do Sul
Fortaleza, Ceará
Salvador, Bahia
São Bernardo do Campo, São Paulo
Juiz de Fora, Minas Gerais
Sobral, Ceará

[i]Como os noticiários têm informado, minuto a minuto, a crise política em nosso país voltou a tomar altas temperaturas. Já não bastasse os atritos entre alas do governo, que tem sua popularidade derretendo velozmente, e a espiral de suspeitas que só aumenta sobre os seus, a prisão do ex-presidente Temer, pela Lava-Jato, jogou gasolina numa fogueira que já ardia. A bolsa de valores despencou, as pontes entre os poderes começam a se fechar, e as “necessárias” reformas da e para a burguesia, mais uma vez, se tornam mais distantes e difíceis.

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