A guerra imperialista dos EUA e de Israel contra o Irã
O Imperialismo é Crise, Exploração, Destruição e Guerra!
À esquerda, embaixada dos EUA na Arábia Saudita em chamas após ataque de drones iranianos. À direita, destruição em refinaria estatal de petróleo saudita após ataque de mísseis iranianos. O Irã tem reagido aos ataques dos agressores imperialistas.
Cem Flores
06.03.2026
No sábado, 28 de fevereiro, o imperialismo dos EUA e o estado genocida e colonial de Israel iniciaram uma nova guerra imperialista, com um maciço ataque militar ao Irã. Mais de dois mil alvos foram atacados em mais de 150 cidades (incluindo a central nuclear já bombardeada em junho do ano passado) pela maior força militar reunida pelos EUA na região desde a guerra no Iraque. A sede de sangue dos vampiros imperialistas e colonialistas já assassinou, até agora, mais de mil iranianos, incluindo a repugnante destruição de uma escola feminina com a morte de mais de 150 meninas. Mais de uma dezena de altas lideranças da teocracia iraniana foram assassinadas, como seu principal líder, aiatolá Ali Khamenei, o ministro da defesa, um comandante da guarda revolucionária islâmica, generais e outros líderes militares e políticos.
Nesses primeiros dias de guerra, Israel executou ataques com centenas de caças contra alvos no Irã, especialmente suas lideranças políticas e infraestrutura governamental. Israel também aproveitou a oportunidade para bombardear e invadir novamente o Líbano, com dezenas de mortos e deslocamento forçado de mais de 30 mil libaneses.
A reação do Irã se fez sentir no próprio sábado e nos dias seguintes, com milhares de ataques de mísseis e drones. Alvos dos EUA na região foram atacados, como o porta-aviões Lincoln, suas embaixadas em Riad e Dubai e suas bases militares em Bahrein (sede da quinta frota da marinha), Qatar (base aérea), Kuwait e Jordânia (sede de tropas), Emirados Árabes Unidos e Iraque (bases e aeroportos utilizados pelos EUA). O Irã também efetuou ataques contra Israel, em alguns momentos penetrando seu “domo de ferro”, como no ataque ao escritório do primeiro-ministro de extrema-direita. Nessas reações, algumas dezenas de israelenses e norte-americanos foram mortos. A infraestrutura da região também foi atingida, como no bombardeio à refinaria na Arábia Saudita, além do fechamento do estratégico estreito de Ormuz, rota de transporte de 20% do petróleo negociado no mercado internacional.
Leia o documento do Cem Flores sobre os ataques imperialistas de meados do ano passado dos EUA e de Israel ao Irã:
“O Imperialismo é Crise, Exploração, Destruição e Guerra!” Seus coveiros serão as classes trabalhadoras e os povos oprimidos de todos os países! (julho de 2025)
- O Imperialismo é Crise, Exploração, Destruição e Guerra!
O título acima é o início das Resoluções Políticas do nosso 3º Encontro de Organização, do final de 2024. Para analisar o agravamento das contradições interimperialistas e as guerras imperialistas atuais é fundamental resgatar o conceito de leninista de imperialismo. Para Lênin, a era dos monopólios e do capital financeiro também é a fase do capitalismo em que se conclui a partilha do mundo entre monopólios transnacionais e seus estados. Tentativas de redefinição dessa partilha levam, tendencialmente, a guerras imperialistas. Essas guerras imperialistas são as mais brutais e violentas formas de buscar soluções, sempre temporárias, para as contradições interimperialistas.
Mais concretamente, no atual contexto mundial de crise do sistema imperialista, de agravamento das contradições interimperialistas, de ofensiva da burguesia contra as classes dominadas e de crescimento de forças fascistas,
“a guerra surge como consequência inevitável das disputas das grandes potências imperialistas por zonas de influência ao redor do mundo – sujeitas a constante contestação e pressão por redivisão. Assim, as guerras do século 21, em geral, envolvem uma potência imperialista (EUA na absoluta maioria…) ou um firme aliado (Israel) contra um país dominado cuja zona de influência ou o controle sobre sua produção de matérias-primas está em disputa …, além de um sem número de guerras ou conflitos regionais” (Cem Flores. Documento Base, 2023, pgs. 134-135).
Nesses termos, o mais recente ataque imperialista dos EUA e de Israel ao Irã, portanto, marca o início de mais uma guerra imperialista por parte dos agressores.
- Irã, potência regional capitalista opositora dos EUA e de Israel
A República Islâmica do Irã é a única potência regional capitalista do Oriente Médio, em termos econômicos e militares, opositora de Israel e dos EUA. O Irã articula e lidera um conjunto de organizações armadas no exterior – Líbano (Hezbollah), Iêmen (Houtis), milícias xiitas na Síria e no Iraque (após a derrubada de seus governos), além de grupos da resistência palestina (principalmente o Hamas e a Jihad Islâmica). Esse conjunto também se opõe, ainda que de formas distintas, às alianças do imperialismo dos EUA com as monarquias árabes da região. Por isso, todos são alvos de sanções econômicas, financeiras e tecnológicas de parte do imperialismo dos EUA, além de inúmeros ataques militares nas últimas décadas.
O Irã é um país capitalista, baseado na exploração e na repressão da sua classe operária e demais classes trabalhadoras. Além disso, oprime outros povos e minorias étnicas da região. O país é governado, desde a Revolução de 1979, por aiatolás reacionários, sustentados por forças armadas e policiais, tendo como base de apoio grupos religiosos. Esse regime repressivo representa os grandes capitalistas. Agravada por décadas de enormes sanções imperialistas, a concentração de renda e de riqueza é brutal nas mãos desses grandes capitalistas, enquanto a maioria da população sofre com elevada inflação de alimentos, baixos salários e crise de moradia. A crise econômica e a repressão, com destaque à repressão dos “costumes”, têm ocasionado recorrentes e significativas manifestações de massas contra o governo, como em setembro de 2022 e em dezembro de 2025.
- A guerra imperialista dos EUA e de Israel contra o Irã
Diversas contradições e vários interesses antagônicos estão em jogo, de forma direta ou mediada, nessa nova guerra imperialista. Do ponto de vista mais geral, a guerra imperialista dos EUA no Irã condiciona a principal contradição interimperialista da atualidade, a que opõe os EUA, potência imperialista dominante, mas em declínio relativo, à China, potência imperialista ascendente.
Para os EUA, é mais uma etapa de sua ofensiva para buscar contrarrestar seu declínio relativo, para tentar reafirmar e reforçar sua hegemonia imperialista mundial, agora pela força militar. Há continuidade entre as sanções econômicas, financeiras e tecnológicas (impostas por todo governo imperialista dos EUA: Clinton, Bush, Obama, Trump e Biden), a “guerra” comercial (iniciada no primeiro mandato de Trump e continuada por Biden), os tarifaços de Trump, e os diversos níveis de agressões militares, como bloqueios (como os recentes contra Venezuela e Cuba), os bombardeios (recordes com Obama, por exemplo), as tentativas de “mudança de regime” (denominação hipócrita para golpes de estado patrocinados pelos EUA há muitas décadas), os sequestros (como o de Maduro), os assassinatos e as guerras imperialistas.
Os crescentes avanços econômicos, comerciais, financeiros e tecnológicos da China imperialista em todas as regiões do mundo são o outro lado do declínio relativo do imperialismo dos EUA. A China é a única potência imperialista com condições de desafiar a hegemonia dos EUA no mundo. Não por acaso, a China foi o principal alvo de tarifaços e sanções comerciais de Trump e o único país a responder na mesma moeda. A China imperialista é tratada pelo imperialismo dos EUA como seu inimigo estratégico principal. A escalada de agressões militares, tentativas de golpes de estado e guerras imperialistas dos EUA visam, não por coincidência, países aliados da China (e da Rússia), como Venezuela, Cuba e Irã.
Especificamente no caso da guerra imperialista contra o Irã, a república islâmica tem como destino amplamente majoritário de suas exportações de petróleo a China, com essas importações representando 13% das necessidades chinesas totais de petróleo. A China e o Irã também assinaram diversos tratados de cooperação e parceria estratégica, comércio e investimentos e o Irã integra a chamada Nova Rota da Seda. Mais do que isso, o Irã foi aceito como país-membro dos Brics em 2024.
Portanto, sem desconsiderar como questões centrais as contradições específicas entre Irã e EUA, entre Irã e Israel, e a geopolítica do petróleo no Oriente Médio, a guerra imperialista dos EUA contra o Irã também é um ataque, indireto, à China, à sua zona de influência e à sua dependência energética (igualmente para o caso do ataque imperialista à Venezuela). Além de explicitar os limites militares e de expansão internacional do poder da China Imperialista.
Sobre esses limites, a postura chinesa em relação à essa nova guerra imperialista permanece, fundamentalmente, a mesma adotada quando dos ataques anteriores dos EUA. Como afirmamos em nosso documento de julho de 2025:
“Em relação ao Irã, muito embora sejam parceiros nos Brics, tenham relevantes acordos de cooperação e investimentos e a China seja uma alternativa às sanções imperialistas ao país, o imperialismo chinês manteve a mesma postura meramente diplomática ao condenar os ataques ao país. A China apenas usou todo o seu poder e suas relações com o Irã para impedir o fechamento do estreito de Ormuz, aprovado pelo parlamento iraniano, na defesa dos seus próprios interesses econômicos”.
Outras contradições relevantes nessa guerra imperialista são as contradições políticas e econômicas internas nos EUA. O segundo governo Trump é um governo ainda mais de extrema-direita, fascista e autoritário. Em pouco mais de um ano, Trump montou uma força policial-miliciana de repressão a trabalhadores, migrantes ou não, que age à margem da lei, comparada às nazistas SA e Gestapo. Essa ICE, junto com outros aparelhos repressivos, é responsável por dezenas de mortos e dezenas de milhares de prisões e deportações. A repressão a imigrantes, trabalhadores, sindicalistas, estudantes e manifestantes se agrava. Também se reforça a censura à imprensa, às universidades, à cultura e à ciência. Junta-se a isso desaceleração da economia, elevação do desemprego, carestia e corrosão dos salários – ou seja, aumento da exploração da massa trabalhadora – enquanto a especulação financeira das bolsas de valores bate recordes, estimulando o aumento dos lucros da burguesia, especialmente dos monopólios transnacionais. Como resultado, a popularidade de Trump está nos níveis mais baixos, se organizam grandes manifestações nacionais de protesto e crescem as probabilidades de derrota eleitoral nas eleições de novembro para o congresso.
Diante dessas contradições internas, uma nova guerra imperialista serve aos interesses de Trump e do restante da canalha imperialista dos EUA como forma de estimular a economia com gastos militares, de tentar paralisar ou colocar na defensiva a oposição institucional burguesa (partido democrata), ativar sua base eleitoral e buscar colher benefícios eleitoreiros da guerra – o que também é o caso do governo colonial, genocida e de extrema-direita de Israel.
No entanto, as causas diretas e imediatas da nova guerra imperialista dos EUA e de Israel contra o Irã devem ser buscadas nas contradições do próprio Oriente Médio. Nesse importante palco geopolítico e energético mundial concentram-se contradições interimperialistas envolvendo EUA/Israel, China e Rússia na disputa por zonas de influência comercial (comércio internacional de petróleo, segurança energética chinesa), por expansão/manutenção de acordos econômicos, financeiros, de investimentos etc. (EUA/Israel, China/Irã) e por relações militares (EUA/Israel, Rússia/Irã). Também há contradições específicas entre EUA e Irã, que se desenvolvem desde a Revolução Iraniana de 1979, com a derrubada do governo títere do imperialismo dos EUA, e os subsequentes rompimentos de relações diplomáticas, sanções comerciais e financeiras e ataques militares. Essas contradições se desdobram em contradições entre Irã e Israel, a ponta de lança do imperialismo dos EUA na região. Para Israel, trata-se de dar sequência ao genocídio de Gaza e à ocupação da Cisjordânia, transformando aqueles conflitos em uma guerra regional visando a destruição de seus inimigos regionais e sua própria expansão.
Em todos esses casos, trata-se de uma disputa pelo domínio do Oriente Médio, de sua posição geopolítica, de sua produção petrolífera. Nesse contexto, essa nova guerra imperialista é uma continuação direta e um agravamento dos ataques imperialistas dos EUA e de Israel contra o Irã de meados do ano passado. Seus objetivos continuam os mesmos que apontamos em nosso documento de julho de 2025:
“O objetivo imediato foi destruir a defesa antiaérea e a força aérea do Irã, minar sua capacidade de ataque a Israel e matar líderes militares iranianos. Até onde há informações disponíveis e confiáveis, esse objetivo não foi inteiramente alcançado, vide a resposta iraniana com mísseis contra Israel.
Ainda no campo militar, um objetivo mais estratégico foi destruir o programa nuclear iraniano, o que Israel é incapaz de fazer por conta própria e há sérias e fundadas dúvidas se mesmo os ataques dos EUA seriam capazes. O próprio serviço de inteligência dos EUA aponta não para a destruição do programa, mas para atrasos de meses nas metas desse programa como consequência da agressão imperialista.
No campo político, outro objetivo estratégico, é derrubar o regime iraniano e substituí-lo por um regime aliado dos EUA e que chegue a um acordo subordinado com Israel – não parece haver quaisquer indicações de que o imperialismo esteja sendo bem-sucedido quanto a esse objetivo.
O objetivo mais amplo do imperialismo dos EUA é continuar o redesenho do mapa geopolítico do Oriente Médio pela guerra, que já resultou em países destruídos e regimes derrubados (Iraque, Líbia, Síria) e atualmente enfrenta guerra em múltiplas frentes (Palestina, Irã, Líbano, Iêmen). Também nesse caso não é dada a capacidade dos EUA de vencer todos esses confrontos e tornar a maior região produtora de petróleo do mundo seu protetorado, deslocando as relações da região com os demais países imperialistas.
Já para Israel e a extrema-direita sionista que a governa atualmente, o objetivo estratégico de longo prazo seria construir uma idealizada e mítica grande Israel, ocupando Palestina, Líbano, Jordânia e áreas de Síria, Iraque, Arábia Saudita e Egito – o que implicaria um genocídio e uma limpeza étnica ainda maiores e o deslocamento forçado de populações inteiras de milhões de árabes de diversas nacionalidades. Trata-se do mais puro delírio sionista”.
O reforço da ofensiva imperialista dos EUA sob Trump também atinge diretamente a América Latina. De acordo com as novas diretrizes de “segurança nacional” do novo governo de extrema-direita, fascista, o objetivo é reforçar a velha doutrina imperialista de mais de 200 anos (doutrina Monroe) e reduzir pela força o continente à mera condição dominada de “quintal” dos EUA. Esse é o pano de fundo dos ataques a México, Colômbia e Brasil na forma de tarifas desmesuradas. Mas é, principalmente, o fundamento do ataque militar à Venezuela e do sequestro de Maduro e do reforço do criminoso bloqueio à Cuba em todas as frentes.
- A posição subserviente do governo burguês de Lula
No dia do início dessa nova guerra imperialista, o governo divulgou uma curta nota em que “condena e expressa grave preocupação” com os ataques. A posição do governo, no entanto, foi a de apelar “a todas as partes que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades”. Ou seja, o fundamental da posição brasileira é igualar agressor e vítima, na prática afirmando que a violação do “direito internacional” por EUA/Israel deve ser respondida pelo Irã com o “respeito” às suas hipócritas orientações e falidas instituições.
Para o governo burguês de Lula, as únicas coisas que importam nesse caso são, nessa ordem, suas perspectivas eleitoreiras para outubro e as relações com os EUA. Todos lembramos da resposta de Lula, em 5 de fevereiro, sobre o sequestro de Maduro: “Essa não é a preocupação principal”. Todos também lembramos da resposta de Boulos sobre o genocídio em Gaza, nas eleições para a prefeitura de São Paulo, em fevereiro de 2024: “Não sou candidato a prefeito de Tel Aviv. Eu sou candidato a prefeito de São Paulo, quero discutir os temas da cidade de São Paulo”. Nos dois casos, os candidatos burguês e oportunista afirmaram seu lado: objetivamente defenderam os agressores imperialista e genocida. Nos períodos eleitorais, todas as ações, declarações, políticas etc. dos candidatos burgueses e oportunistas são voltadas exclusivamente para seus objetivos eleitoreiros. Quanto aos seus hipotéticos princípios, vale plenamente o famoso chiste do humorista de Nova Iorque, Groucho Marx: “Estes são os meus princípios. Se você não gosta deles, eu tenho outros”.
Na relação “petroquímica” entre Trump e Lula havia uma nova reunião marcada para este mês de março em Washington. Os temas anunciados são todos de interesse do imperialismo dos EUA: exploração e exportação de terras raras brasileiras, incentivos e subsídios para instalação de data centers dos EUA, combate ao crime organizado e ao narcotráfico, segurança de fronteiras etc. Lula se encarregaria de defender os interesses do agronegócio e da indústria extrativa mineral brasileiros: acesso aos mercados dos EUA e do mundo e redução das tarifas comerciais. Tanto a política imperialista dos EUA quanto a política burguesa brasileira, liderada por anos pelo PT, reforçam a condição do Brasil de país dominado no sistema imperialista mundial e na sua divisão internacional do trabalho.
- A Posição Comunista do Cem Flores: todo o apoio aos trabalhadores e às massas populares do Irã, contra o imperialismo dos EUA, contra o governo genocida e colonial de Israel, pela luta operária para a derrubada do capitalismo e construção do Socialismo!
Os Comunistas são os defensores mais decididos dos interesses de classe próprios e mais profundos do proletariado e das demais classes trabalhadoras e exploradas em todos os países. Por essa razão, são os inimigos inconciliáveis das burguesias e das demais classes dominantes em todos os países capitalistas.
Também são os mais consequentes anti-imperialistas, os únicos a levar a luta anti-imperialista às suas últimas consequências: a derrubada do poder da burguesia e a construção da República dos Trabalhadores, a construção do Socialismo. A transformação das guerras geradas pelo imperialismo em guerras populares!
Os Comunistas têm como princípio a autodeterminação dos povos. Nos opomos clara e resolutamente às ingerências e agressões imperialistas sobre países dominados, à opressão colonial que ainda recai sobre os povos oprimidos. A libertação do domínio imperialista e burguês, em cada país, será fruto da luta econômica, política e revolucionária das próprias classes dominadas destes países.
A união internacional de proletários e Comunistas em suas lutas – que são guiadas pelos mesmos interesses de classe – está na origem do princípio Comunista do internacionalismo proletário, da solidariedade ativa aos nossos irmãos e irmãs de classe em todos os países.
No caso concreto dessa nova guerra imperialista dos EUA e de Israel contra o Irã, a posição Comunista do Cem Flores é de todo o apoio aos trabalhadores e às massas populares do Irã, de ampla, irrestrita e absoluta solidariedade internacionalista a nossos irmãos de classe que se veem mais uma vez vítimas das agressões imperialistas, que só lhes trazem morte e sofrimento, enquanto também enfrentam a exploração e a opressão capitalistas em seu próprio país.
A posição do Cem Flores é de denunciar e nos opormos, com todas as nossas forças e por todos os meios que consigamos, ao imperialismo dos EUA, ao estado e ao governo genocida e colonial de Israel, e suas recorrentes agressões contra os povos do Oriente Médio e de todo o mundo.
Repelimos a agressão imperialista, defendemos a soberania e a autodeterminação do povo iraniano e prestamos solidariedade aos trabalhadores e aos povos do país, em sua resistência ao imperialismo e em sua luta contra seu governo inimigo de classe.
Entendemos que tanto o princípio da autodeterminação dos povos quanto a luta anti-imperialista devem estar intimamente vinculados à luta revolucionária proletária e dos trabalhadores pela derrubada da burguesia de seu próprio país, pela construção do governo dos trabalhadores, o Socialismo!
Milhares de comunistas, trabalhadores e a juventude grega organizaram um grande protesto em frente à embaixada dos EUA em Atenas, no dia seguinte ao ataque imperialista ao Irã.


