A Revolução Cultural Chinesa: pequeno manual
Cadernos de Debates – nº 1
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Cem Flores
20.03.2026
APRESENTAÇÃO AO PRIMEIRO NÚMERO DO CADERNOS DE DEBATES
Que cem flores desabrochem e cem escolas de pensamento rivalizem,
eis a política para promover o desenvolvimento das artes e o progresso das ciências,
bem como o florescimento duma cultura socialista no nosso país.
Mao Tsé-Tung, 1957.
Desenvolver o marxismo-leninismo enquanto ciência e instrumento político do proletariado, um dos objetivos do Coletivo Comunista Cem Flores, requer o mais amplo e o mais profundo debate teórico que consigamos realizar a partir de nossas condições concretas. Isso porque, não sendo um dogma, mas um guia para ação, o marxismo-leninismo exige uma contínua investigação, retificação e luta teórica, pautando-se pela prática revolucionária e pelo rigor científico. Sua paralisia é a sua morte.
Em nosso prolongado período de crise do Movimento Comunista Internacional e de ofensiva burguesa em todas as frentes ao redor do mundo, as tarefas teóricas para a reconstrução de tal movimento se colocam de forma ainda mais premente para os revolucionários. Retomar o marxismo-leninismo e desenvolvê-lo à luz das novas condições da luta de classes e das vitórias e derrotas do século passado não são trabalhos secundários, mas sim decisivos para que o proletariado e a sua causa se façam novamente uma força histórica, um horizonte possível.
Nesse intuito, o Cem Flores inaugura os Cadernos de Debates, espaço de intervenções e polêmicas teóricas e políticas sobre temas centrais do Movimento Comunista Internacional e Nacional. Os textos desses Cadernos buscarão estimular debates em nosso Coletivo e em nossos leitores, aliados e simpatizantes e fomentar novas formulações para questões relevantes da luta comunista.
O primeiro número desses Cadernos foi elaborado sobretudo por dois camaradas do Coletivo e propõe realizar uma avaliação sintética da experiência da Grande Revolução Cultural Proletária na China. Esperamos que esse material aprofunde o debate sobre transição socialista, o papel dos comunistas no processo revolucionário e a restauração capitalista naquele país, hoje não mais um símbolo revolucionário como fora no passado – mas um inimigo a se combater no sistema imperialista.


