Centenário de Fidel Castro

Cem Flores

13.08.2026

Hoje comemora-se o centenário do revolucionário cubano Fidel Castro. Em sua memória, republicamos um texto do Cem Flores de 2016: Morreu um revolucionário. Viva a Revolução!

Resgatar as lições do líder da gloriosa Revolução Cubana faz-se necessário sobretudo nesse momento de intensificação do criminoso cerco do imperialismo ianque à ilha e de resistência do povo cubano, que há décadas demonstra ousadia e firmeza exemplares na luta contra a opressão e a exploração.

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Morreu um revolucionário. Viva a Revolução!

É possível que muitos comecem agora a compreender a Revolução em todo o seu significado e em toda a sua grandeza, porque, inclusive, essa era uma palavra muito em voga, muito repetida e que para muitas pessoas não tinha senão um significado sonoro, uma ideia confusa, porque, inclusive, se chamava revolução a qualquer coisa e qualquer um se chamava de revolucionário. E parecia fácil uma revolução e, no entanto, uma revolução não é uma tarefa fácil. Uma revolução não é um acontecimento simples na história de um povo. Uma revolução é um acontecimento complexo e difícil, e que tem, além disso, a virtude de ser uma grande mestra, porque vai nos ensinando durante sua marcha, e sua marcha vai fortalecendo a consciência do povo e sua marcha nos vai ensinando o que é uma revolução” (24/02/1960)[i].

“A classe operária a mantinham impotente, a mantinham dividida, não lutando pelas verdadeiras metas pelas quais deve lutar a classe operária. E vocês sabem qual é a primeira meta pela qual deve lutar a classe operária, a única meta pela qual deve lutar fundamentalmente uma classe operária em um país moderno? Pela conquista do poder político! Porque a classe operária é uma classe absolutamente majoritária, a classe operária é a classe fecunda e criadora, a classe operária é a que produz quanta riqueza material exista num país. E enquanto o poder não esteja em suas mãos, enquanto a classe operária permita que o poder esteja nas mãos dos patrões que a exploram, dos latifundiários que a exploram, dos monopólios que a exploram, dos interesses estrangeiros ou nacionais que a exploram, enquanto as armas estejam nas mãos da camarilha a serviço desses interesses e não nas suas próprias mãos, a classe operária estará condenada, em qualquer parte do mundo, a uma existência miserável, por muitas que sejam as migalhas que, da mesa da festa, os grandes interesses e os grandes privilégios lancem sobre ela” (14/12/1960)[ii].

O DEVER DE UM REVOLUCIONÁRIO É FAZER A REVOLUÇÃO!


[i] Discurso de Fidel Castro em evento da Central de Trabalhadores de Cuba Revolucionária (CTC-R). In: CASTRO, Fidel. El Pensamiento de Fidel Castro: selección temática. Tomo I, Volume 2 (janeiro de 1959-abril de 1961). Havana: Editora Política, 1983, pg. 418-419. Tradução do Cem Flores.

[ii] Discurso de Fidel Castro em assembleia de trabalhadores de fábricas de eletricidade. In: CASTRO, Fidel. El Pensamiento de Fidel Castro: selección temática. Tomo I, Volume 2 (janeiro de 1959-abril de 1961). Havana: Editora Política, 1983, pg. 554. Tradução do Cem Flores.

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