A mobilização das massas estudantis e populares derrotou a extrema-direita. Nenhuma ilusão com o governo burguês eleito de Lula/Alckmin. Reforçar a organização e a luta proletária e popular

Uma avaliação Comunista das eleições presidenciais burguesas de 2026

Estudantes nas ruas do Rio de Janeiro, em 7 de outubro, contra Bolsonaro e sua corja de extrema-direita, fascista, corrupta, miliciana e lacaia do imperialismo dos EUA.

 

Cem Flores

30.10.2026

 

Outubro foi marcado por gigantescas manifestações em centenas de cidades Brasil afora, reunindo milhões de manifestantes liderados sobretudo pela juventude estudantil, em fortes protesto e repúdio contra a extrema-direita autoritária, o fascismo brasileiro, a corrupção burguesa, as milícias repressivas e a total subserviência à ofensiva do imperialismo dos EUA sob Trump. Ou seja, protestando contra tudo aquilo que os Bolsonaros e sua corja representam. Tais manifestações se iniciaram imediatamente após a vitória de Bolsonaro no primeiro turno das eleições presidenciais burguesas e foram também palco de reivindicações e pautas concretas, como melhoria na educação pública e redução da jornada de trabalho. Além disso, elas fomentaram temporariamente organizações locais de mobilização por todo o país.

Com o passar dos dias, os atos passaram a ser disputados pela campanha oficial petista e seus satélites políticos para se restringirem à limitada função de comícios eleitorais, pedindo votos para Lula e aumentando ilusões com as instituições burguesas, o que acabou gradualmente prevalecendo.

Essa realidade tem como uma de suas razões a ausência de uma posição revolucionária com influência de massas no Brasil, capaz de dirigir o proletariado e as amplas massas em uma luta contra a extrema-direita, a burguesia e as ameaças imperialistas com independência de classe e centrada em seus próprios interesses e organizações.

A diferença de qualidade do primeiro para o segundo turno decorreu de três fatores principais: 1) essas gigantescas manifestações, o mais importante deles, 2) a forte e inédita coordenação nas redes sociais lideradas pelo “Exército do Janones” – essas duas iniciativas tomadas inteiramente por fora da, e mesmo contra a, campanha oficial petista –, e 3) o impacto de mais de R$ 300 bilhões em medidas governamentais eleitoreiras, tanto as efetivas quanto as promessas futuras. Como resultado principal, a candidatura burguesa de Lula conseguiu uma surpreendente virada eleitoral e obteve uma significativa vitória com a reeleição para o seu quarto mandato como principal gestor do capital no Brasil. Nem mesmo a ação criminosa e golpista de boicote aos transportes públicos no dia de votação, por parte de prefeitos bolsonaristas (principalmente em Salvador e São Paulo), e a conivência da presidência do TSE conseguiram impedir tal virada.

Frente a essa reeleição e à continuidade do governo burguês de Lula/Alckmin, cujo programa central consolida e avança a ofensiva de classe contra os trabalhadores, e frente à persistência política, social e ideológica da extrema-direita, capachos mais descarados da ameaça imperialista em curso, nos cabe reforçar ainda mais o caminho da organização e da luta proletária independente. A impressionante força das massas exploradas em movimento mais uma vez se comprovou em nossa história: façamos dessa força o meio para resistir a todos os ataques da burguesia de hoje e de amanhã.

 

O contexto geral do segundo turno das eleições de 2026

No cenário internacional, a crise do imperialismo e as contradições interimperialistas entre EUA e China se desdobram, por um lado, em gigantescas manifestações estudantis e populares em inúmeros países e, por outro, numa violenta ofensiva imperialista dos EUA de Trump para barrar o avanço chinês na América Latina.

Nas últimas semanas, sobretudo a juventude, aos milhões, tomou as ruas na Europa (principalmente França, Itália e Espanha) criticando a deterioração das condições de ensino e de vida e reivindicando mais orçamento público para a educação e o fim da carestia, além de pedirem a renúncia dos seus governos burgueses de plantão. Na Índia, há meses, os estudantes protestam contra seu sistema educacional e a corrupção do seu regime capitalista, já tendo derrubado o ministro da educação. Os protestos indianos evoluíram para a crítica direta ao regime político e eleitoral do país, comandados pela extrema-direita, e sofreram forte repressão estatal.

As manifestações estudantis no Brasil, em outubro, também partilham esse sentimento mundial contra o sistema capitalista, sua exploração e deterioração das condições concretas de vida das massas.

Protestos recentes na França e na Índia.

Desde que assumiu seu segundo mandato na presidência dos EUA, Trump busca desesperadamente contrarrestar o declínio relativo do imperialismo dos EUA, por meio de uma ofensiva interna e externa. Na América Latina essa ofensiva tem sido a mais bem-sucedida, com a criação de um extenso conjunto de governos subservientes aos EUA e a Trump, o que caracteriza a burguesia latino-americana faz muitas e muitas décadas. A análise dessa situação está em nosso documento “A ofensiva imperialista de Trump na América Latina”, de setembro deste ano (parte 1 e parte 2).

Assim como fez em todas as eleições recentes na região, como na Argentina e na Colômbia, por exemplo, o imperialismo dos EUA também buscou influenciar as eleições brasileiras. O governo dos EUA deu inúmeras evidências de que trabalhava para eleger o novo/velho Bolsonaro e garantir mais um governo abertamente lacaio na região. Trump declarou apoio aos Bolsonaros inúmeras vezes, inclusive quando da retaliação ao Brasil. Idem para o secretário de estado Marco Rubio e o lacaio deles, Milei. Em julho, Trump e seu secretário, Marco Rubio, queriam enviar ao Brasil funcionários do departamento de estado dos EUA para coletar dados, monitorar urnas e reunir com opositores, tudo para criticar o sistema eleitoral. Seus vistos foram negados. Durante as eleições, a maior ofensiva imperialista ocorreu pelas suas Big Techs, os grandes monopólios transnacionais dos EUA, principalmente a Meta e o Twitter/X. Após as eleições, Trump não reconheceu o resultado e criticou o processo eleitoral brasileiro. Até mesmo a fuga de mais um Bolsonaro para os EUA ocorreu em um avião de uma empresa aliada de Milei e acusada de corrupção, pago por um assessor de Trump e sob a orientação de Rubio.

Protesto contra a interferência eleitoral da Meta, em frente à sede da empresa em São Paulo.

O fato inegável da intromissão eleitoral imperialista dos EUA a favor de Bolsonaro não torna a candidatura nem os governos de Lula e do PT, de nenhuma maneira, anti-imperialistas. Lembremos que após o tarifaço, Lula se recusou a usar a Lei de Reciprocidade e orientou negociação com os EUA liderada por empresários e por Alckmin. Assim que pode, reuniu-se com Trump e saiu elogiando a “química” e a “petroquímica” entre eles. Em seguida, propôs negociar segurança de fronteiras com os EUA, permitiu a participação das forças armadas dos EUA em exercícios militares dentro do Brasil e propôs política para os data centers, entre tantos outros exemplos de servilismo. Lula e seus governos não são anti-imperialistas pois são governos da grande burguesia – que é essencialmente aliada menor do imperialismo dos EUA contra as classes trabalhadoras do país. Inclusive, em meio a acusações contra o processo eleitoral brasileiro, Trump reforçou que gosta de Lula e se dá muito bem com ele.

Ao contrário da propaganda governamental e da “esquerda” sobre os grandes resultados econômicos do governo, como o crescimento do PIB acima de 3%, a realidade é que em 2026 a economia brasileira se encontra em forte desaceleração, já tendo passado para o terreno negativo, com a consequente redução da criação de novos postos de trabalho. Para 2027, a situação caminha para ser ainda pior, tanto com crescimento ainda mais baixo, quanto com aumento da taxa de desocupação.

As taxas mais recentes da atividade econômica brasileira (IBC-Br do banco central) estão negativas e a criação de novos empregos formais é menos da metade de dois anos atrás (Caged, ministério do trabalho e emprego).

Soma-se a essa piora da economia e do mercado de trabalho, o endividamento crescente e os juros permanentemente altos. De acordo com a Serasa, já somos 83,9 milhões de endividados, número que cresce faz dois anos. Desses, segundo o banco central, 20,3 milhões são “superendividados”, com dívidas bancárias em atraso, principalmente no cartão de crédito, com mais da metade da renda mensal indo para pagar os bancos e o que sobra ficando abaixo da linha de pobreza. Nos gráficos abaixo, um exemplo da política de “financeirização dos salários” dos trabalhadores no governo Lula 3. Com a criação do “Crédito ao Trabalhador”, os empregados celetistas agora podem pegar uma dívida que custa mais do dobro da disponível para os servidores públicos. Como resultado, a inadimplência é quatro vezes maior e não para de crescer!

Portanto, a realidade concreta de mais um governo petista está longe de significar melhorias reais para os trabalhadores. Enquanto isso, para a burguesia, como o próprio Lula orgulhosamente repete, o governo entregou lucros exorbitantes e dias tranquilos. Em 2025, o lucro dos bancos bateu mais um recorde: R$ 255 bilhões. Apesar da instabilidade nesse período eleitoral, a bolsa de valores avançou constantemente durante todo o terceiro governo Lula.

Em busca de reduzir a atual desaceleração econômica, mediante impulsos fiscais, e melhorar sua baixa aprovação em pleno período eleitoral, o governo lançou mão de um pacotaço bilionário, já analisado por nós. A intenção eleitoreira do governo com esse pacote era nítida, e comprovada pelas sucessivas ampliações ao longo da campanha.

No segundo turno, o governo efetivou o reajuste no Bolsa Família, após anos de congelamento; realizou mais uma rodada do programa de renegociação de dívidas, o Desenrola; prorrogou a redução dos impostos sobre combustíveis; anunciou a ampliação do Pé-de-Meia a universitários; além de anúncios e propostas para beneficiar “microempreendedores individuais”, passageiros de transporte público etc. No total, as bondades eleitoreiras de Lula superam bastante os R$ 300 bilhões – conta que, como previsto pelo teto de gastos de Lula, prometido pela equipe econômica do governo e cobrada diariamente pelo mercado e pela imprensa burguesa, será “paga” com novas rodadas de cortes e arrochos em 2027.

Outra medida aprovada durante o segundo turno foi o fim da escala 6×1. Embora tenha sido aprovado após um conchavo e um acordão no senado (envolvendo o apoio à reeleição de Alcolumbre, a indicação de Pacheco para o STF etc.) e manobrada para reforçar a candidatura governista e seus apoiadores, o fato é que tal proposta surgiu das mobilizações e protestos, sendo assim uma conquista dos trabalhadores. Ao longo da luta contra a 6×1, a desmobilização intencional realizada por parte da “esquerda” jogou a pauta inteiramente para o terreno da institucionalidade burguesa e, como consequência, tal conquista hoje corre inúmeros riscos em sua implementação – falta de regulamentação, novas leis que contrariem ou reduzam seu efeito, ampliação de exceções e flexibilizações, ofensiva patronal etc.

A única forma de barrar qualquer retrocesso e fazer avançar efetivamente a redução da jornada de trabalho e demais conquistas dos trabalhadores é a retomada e o reforço das mobilizações por meio de organizações próprias. Essa é a lição dos protestos que hoje percorrem o Brasil e o mundo!

 

Os resultados do segundo turno

Como consequência direta das grandes mobilizações contra a extrema-direita e do pacote eleitoreiro do governo, a votação de Lula no segundo turno se elevou significativamente e representou 40,5% do eleitorado e 51,8% dos votos válidos. Seus 64,3 milhões de votos no segundo turno ficaram 10,4 milhões acima dos do primeiro turno. Assim, quem havia perdido inicialmente por 2,2 milhões de votos, terminou a corrida eleitoral com mais de 4,4 milhões a frente. A mobilização para barrar a vitória de Bolsonaro também reduziu a abstenção em 3 milhões de eleitores e os votos brancos e nulos caíram 1,8 milhão.

A votação de Flávio Bolsonaro, 59,8 milhões de votos, representou 37,7% do eleitorado e 48,2% dos votos válidos. A elevação de 3,7 milhões de votos em relação ao primeiro turno não foi suficiente para vencer Lula, embora seja, em termos absolutos, a maior votação já recebida por um Bolsonaro.

As eleições presidenciais burguesas terminaram com a reeleição de Lula, vitória da ala “esquerda” da representação política da burguesia brasileira, e constituíram uma importante derrota para o bolsonarismo, representando a ala de extrema-direita, fascista, dessa mesma burguesia. O bolsonarismo já tinha seu líder preso, condenado por uma parte dos crimes que cometeu. Agora, seu candidato presidencial derrotado está foragido do país, asilado nos EUA de Trump, depois de fugir via Argentina de Milei, tentando escapar da justiça brasileira. Nos EUA e nas atividades conspirativas e golpistas desde o exterior, ele se juntará ao irmão, também foragido da mesma justiça e já condenado.

Trecho da carta golpista de Bolsonaro, no qual se denomina verdadeiro presidente do Brasil. O trecho foi alterado em seguida por ordem da Casa Branca e em razão do pouco apoio recebido.

Ainda assim, o resultado conjunto das eleições gerais burguesas de 2026 apontaram para um cenário bem diferente.

Se a ala “esquerda” do capital venceu a disputa para a presidência, as alas burguesas de direita (“centrão”) e de extrema-direita reforçaram seu controle sobre os governos dos estados e o congresso nacional. Concluído o segundo turno para governador, o bolsonarismo venceu em 12 estados, incluindo todo o Sudeste e toda a região Sul – regiões que, somadas, representam mais da metade do eleitorado do país e dois terços da economia nacional. A direita “centrão” elegeu mais governadores no Nordeste (5) do que o PT e chegou a 11 no total, incluindo 4 no Norte e 2 no Centro-Oeste. Os governadores eleitos no PT estão todos no Nordeste: Bahia (sexta eleição consecutiva no estado com a PM mais assassina do país), Ceará (derrotando a aliança entre Ciro Gomes e o bolsonarismo), Piauí (o estado em que o PT já fez “reforma” da previdência e privatizou as águas reelegeu Rafael Fonteles, um dos líderes da campanha oficial de Lula no segundo turno e cotado para apertar o ajuste fiscal no ministério da fazenda) e Rio Grande do Norte.

No congresso nacional, como já analisamos no nosso documento sobre o primeiro turno, o bolsonarismo teve uma vitória expressiva no senado, totalizando 39 senadores (de 81), precisando de 15 dos 27 senadores da direita “centrão” para atingir o quórum de impeachment de ministro do STF, mais elevado que o de mudanças constitucionais. O PT e seus partidos-satélite terão 15 senadores. Com esse resultado, o bolsonarismo vai tentar tomar a presidência do senado de Alcolumbre, aliado de Lula – que tenta se reeleger buscando apoio em Lula e no PT e na direita “centrão”, ao mesmo tempo que acena ao bolsonarismo com anistia do líder preso. Na câmara, o PL bolsonarista será o maior partido, com 121 deputados, e o bolsonarismo deve totalizar ao menos 172, um terço da câmara. O PT elegeu 70 deputados e atingirá 124 com os demais partidos de “esquerda”, situação igual à atual. A maioria continuará com a direita “centrão”, acima de 200 deputados. O primeiro acordão da nova câmara deverá ser a reedição da aliança “esquerda”/“centrão” para reeleger Hugo Mota como presidente.

Entre a presidência de Lula 4 e o novo congresso com maioria de extrema-direita, portanto, haverá, como sempre houve, uma grande direita “centrão”. Em todos os seus mandatos presidenciais de gestão do capitalismo brasileiro, o PT sempre fez alianças preferenciais com essa mesma direita “centrão”. Como a foto abaixo nos mostra, nada indica que desta vez será diferente…

Primeiro compromisso oficial de Lula após a reeleição: conchavo com os presidentes da câmara e do senado, ambos da direita “centrão”, para apoiar a reeleição dos dois.

 

Reforçar a organização proletária e popular e ampliar a resistência e as lutas contra a extrema-direita e o novo governo burguês

Apesar de a extrema-direita ter sido derrotada no segundo turno das eleições presidenciais burguesas, sobretudo pela grande mobilização popular, e apesar de uma nova tentativa golpista não ter ganhado força e apoio suficiente até o momento, o futuro ainda tende a ser muito duro para as classes exploradas do Brasil. Isso porque a extrema-direita permanece como um instrumento à disposição da burguesia, uma força política presente em todo o país, além de governar hoje a maioria do continente, a começar pelos EUA de Trump. Mesmo com crises, recuos e derrotas pontuais, não podemos subestimar a capacidade de rearticulação desses fascistas ou secundarizar a ameaça que eles representam aos povos internacionalmente, sobretudo com o avanço das contradições imperialistas.

Concomitantemente, a ofensiva burguesa e os ataques aos trabalhadores seguem e seguirão sob a gestão petista, sob apoio mais ou menos velado de seus aliados de “esquerda”, em um quadro de desaceleração econômica e restrição fiscal, no qual as exigências da burguesia tendem a ser mais intensas e radicais. Passadas as eleições e o período dos pacotes eleitoreiros, Lula 4 caminha para ser o mais à direita de todos os governos burgueses do PT, embora busque iludir mais uma vez as massas trabalhadoras com seus discursos gastos de um fajuto capitalismo mais humano e com sua postura supostamente “sensível” às manifestações – para, como sempre, debilitá-las em seu potencial, enquadrá-las nas instituições burguesas e no apoio governista, ou, quando necessário, reprimi-las ferozmente como ocorreu no ciclo de greves e protestos dos anos 2010.

Precisamos estar firmes e cada vez mais organizados para resistir a esse cenário. Nosso caminho é o da luta, nos protestos, nas greves, pelos interesses concretos da classe operária e demais trabalhadores, organizando essa imensa energia e força que vem do povo – mais uma vez, comprovada sua capacidade de fazer seus inimigos recuarem.

Nesse caminho, ter clareza sobre quem são nossos amigos e quem são nossos inimigos é fundamental. O novo governo que sai das urnas não é um governo dos trabalhadores, mas sim um governo da burguesia, em aliança com a direita “centrão”. Não é um governo anti-imperialista e em combate de fato contra a fascistização, mas sim um governo que reforça nossa condição de país dominado, de sócio menor das potências imperialistas; que, com sua política, alimenta a frustração das classes dominadas e as desorganiza, jogando-as para os braços da extrema-direita. Trata-se, portanto, não de um aliado a ser “aconselhado” ou disputado, mas sim de um inimigo de classe, a ser combatido na luta de classes.

Não é na rendição e na subordinação a um governo burguês que a classe operária e demais trabalhadores sairemos da difícil situação que nos encontramos. Aliás, foi exatamente essa rendição e subordinação por parte majoritária da chamada “esquerda” que nos trouxe até aqui. Como nos lembram o Partido Comunista da Grécia, o Partido Comunista do México e outras organizações revolucionárias, é só por meio de sua luta independente que os trabalhadores poderão forjar sua força própria, resistir às ameaças e pioras em curso, e, um dia, destruir essa república apodrecida e construir uma nova sociedade, rumo ao Comunismo.

Como afirmamos em nossa Declaração Política do 4º Encontro de Organização:

“Diante da enormidade dos nossos desafios, reforçamos nossa disposição de luta em defesa dos interesses próprios e independentes da classe operária e das massas trabalhadoras, o que também significa fortalecer nossa organização no seio de nossa classe.”

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